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Banco Mundial: Com cenário incerto, emergentes devem focar crescimento

16 de janeiro de 2013

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SÃO PAULO – Os países em desenvolvimento precisam focar no crescimento potencial de suas economias, enquanto se fortalecem para lidar com os riscos trazidos pela situação na zona do euro e pela política fiscal dos Estados Unidos, avaliou o Banco Mundial no relatório Perspectiva Econômica Global (GEP, na sigla em inglês), divulgado nesta terça-feira. Segundo o documento, quatro anos após o início da crise, a economia mundial ainda permanece frágil e o crescimento nos países desenvolvidos ainda é fraco.

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“A recuperação econômica continua frágil e incerta, o que atrapalha a volta de uma aceleração mais robusta”, afirmou o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim. “Até agora, os países em desenvolvimento têm se mostrado notoriamente resistentes e não podemos esperar pelo retorno do crescimento nos países desenvolvidos. Então, temos que continuar apoiando os emergentes a investir em infraestrutura, saúde e educação”.

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No ano passado, os países em desenvolvimento apresentaram suas menores taxas de crescimento da última década. A desaceleração se deu, em parte, pelo forte grau de incerteza na zona do euro entre maio e junho de 2012. Desde então, as condições do mercado financeiro melhoraram drasticamente. O fluxo de capital estrangeiro para os países emergentes, que recuou 30% no segundo trimestre de 2012, recuperou-se e o spread dos títulos caiu para abaixo da média de longo prazo.

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Entretanto, o lado real da economia respondeu modestamente. A produção nos emergentes acelerou, mas ela é prejudicada pelo investimento menor e pela atividade industrial fraca nas economias mais avançadas.

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“Com os governos dos países desenvolvidos lutando para tornar as medidas fiscais mais sustentáveis, os emergentes devem tentar garantir uma política fiscal e monetária robusta, voltada para as condições domésticas”, disse o economista-chefe do Banco Mundial, Kaushik Basu.

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De acordo com o documento, a economia do Brasil deve expandir apenas 0,9% em 2012. No entanto, as políticas monetárias mais acomodatícias, um fluxo de capital estrangeiro mais forte e o aumento da demanda externa devem impulsionar o crescimento da América Latina. Entre 2013 e 2015, a economia da região deve avançar, em média, 3,8%.

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O Banco Mundial avalia que a piora da crise da zona do euro, as questões fiscais nos Estados Unidos, uma forte desaceleração dos investimentos na China e uma eventual ruptura na oferta de petróleo são alguns dos riscos negativos que podem afetar a saúde da economia global, embora a probabilidade desses riscos se tornarem reais e seus potenciais impactos estejam menores atualmente.

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Fonte: Valor Econômico

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