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Conheça os projetos de Robótica do Instituto Tecnológico Vale

29 de junho de 2017

A iniciativa, além de possibilitar o desenvolvimento de soluções inovadoras para as operações da Vale, serve de base para os programas de ensino e de apoio para o treinamento dos empregados

O Instituto Tecnológico Vale, em Ouro Preto, Minas Gerais, que possui um dos laboratórios mais avançados do país, vem investindo cada vez mais em projetos de Robótica. A iniciativa, além de possibilitar o desenvolvimento de soluções inovadoras para as operações da Vale, serve de base para os programas de ensino e de apoio para o treinamento dos empregados.

O EspeleoRobô, o Robô de Qualificação Mineral na Frente de Lavra, o Sistema de Direção Assistida para Caminhões ForadeEstrada, o Arcabouço para a Teleoperação de Escavadeiras, e o Mapeamento por Drones são alguns dos trabalhos que se destacam. Saiba mais sobre os projetos:

Robô que inspeciona cavidades

Partindo de um projeto iniciado pela equipe de Espeleologia da Vale, que idealizou um robô para fazer inspeção nas cavidades (evitando a exposição dos técnicos a perigos como animais peçonhentos, e riscos de desmoronamento, por exemplo), a equipe do laboratório de robótica do ITV o aperfeiçoou e chegou ao novo protótipo do EspeleoRobô.

Uma das primeiras medidas foi o desenvolvimento de um sistema intercambiável de locomoção e hoje, além de pernas, o robô pode se locomover por rodas, esteiras, rodas tipo estrela com cinco pontas, e mesmo sistemas híbridos, que são facilmente trocados através de um sistema de engate rápido. O robô também é equipado com câmeras que podem enviar as imagens captadas, através de rádio, para a equipe no exterior da cavidade. Com isso, todo o trabalho em campo de inspeção de cavidades passa a ser feito com muitos menos riscos para os profissionais que desenvolvem essa atividade.

Qualificação mineral em frente de lavras

Ainda no que se refere aos robôs, foi desenvolvido pelo laboratório o projeto de uso de um robô para realizar qualificação mineral nas frentes de lavra. Trata-se de uma plataforma que carrega uma série de sensores para fazer a qualificação mineral em campo, o que agiliza bastante o trabalho de planejamento da lavra, já que o robô faz a análise em campo e os resultados saem na hora, podendo identificar os diferentes tipos de minério. “Com esta tecnologia seria possível, por exemplo, realizar lavra seletiva, o que reduziria a diluição e a perda de minério lavrado”, afirma Wilson Miola, pesquisador titular do ITV da área de Automação e Robótica.

Dirigindo caminhões em condições adversas

Algumas minas da Vale perdem até 30% da produção em determinados meses por paralisação dos caminhões fora de estrada devido a condições climáticas adversas. Para permitir que os operadores possam dirigir estes equipamentos em condições de pouca visibilidade provocada por baixa luminosidade, neblina, chuva ou poeira, o laboratório de robótica está desenvolvendo um sistema de Direção Assistida, semelhante ao que é usado por pilotos de aviões quando navegam por instrumentos. Para isto, está sendo estudado o uso de sensores como laser, câmera térmica, câmera estéreo, sonar, radar e GPS. Com estes instrumentos embarcados no caminhão, será possível operar os caminhões mesmo com visibilidade mínima do ambiente ao redor e, ainda assim, garantir a segurança da operação, o que contribuiria, em muito, para aumentar a produtividade nas minas. Assim como o EspeleoRobô e o Robô de Qualificação mineral, este projeto conta também com a participação do SENAI/CIMATEC da Bahia e recursos do ITV, VALE e EMBRAPII.

Teleoperação de Escavadeiras

O ITV, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), propôs o desenvolvimento de um arcabouço de sistemas que possibilite a realização de tarefas de teleoperação de modo mais eficaz, eficiente e seguro, por meio da utilização de técnicas e metodologias de visão ativa, reconstrução tridimensional, interfaces hápticas, visualização de dados e planejamento, pelo uso de técnicas avançadas de visão computacional e robótica móvel cooperativa.

O projeto tem como foco a teleoperação de escavadeiras, buscando prover ao operador uma experiência de interação com ambiente remoto de forma mais natural possível.

O objetivo é proporcionar ao operador a percepção de estar interagindo diretamente com o ambiente remoto, porém sem perturbações típicas incluindo ruídos, vibrações e calor, somando ainda a possibilidade de ampliação da percepção do ambiente pela inclusão de sensores como câmeras, lasers, sensores hiperespectrais, dentre outros.

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