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Divisão de Geologia Econômica é transferida para Brasília

27 de agosto de 2015

Dentro do processo de reestruturação organizacional da Diretoria de Geologia e Recursos Minerais (DGM), a Divisão de Geologia Econômica (DIGECO) foi transferida de Belém para Brasília. De acordo com o chefe do

Dentro do processo de reestruturação organizacional da Diretoria de Geologia e Recursos Minerais (DGM), a Divisão de Geologia Econômica (DIGECO) foi transferida de Belém para Brasília. De acordo com o chefe do Departamento de Recursos Minerais (DEREM)), Francisco Valdir da Silveira, a iniciativa fortalece estudos dos controles geológicos, estruturais, geofísicos, geoquímicos, geocronológicos e isotópicos das áreas com mineralizações conhecidas, porque aproxima a Divisão das demais áreas do DEREM e da DGM.

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Valdir explica que a definição da potencialidade mineral de áreas mais favoráveis nos principais Distritos Mineiros passa pelo avanço do conhecimento metalogenético. “Neste contexto a DIGECO tem papel relevante para ajudar na seleção de alvos exploratórios com menores níveis de incerteza e riscos aos investidores, contribuindo, não somente para a atração de investimentos privados para o setor mineral, mas também para a ampliação das reservas dos recursos minerais brasileiros”, diz.

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 Em entrevista ao Informe CPRM, o chefe da DIGECO, Evandro Klein, conta que uma das atribuições da Divisão é prestar apoio técnico às unidades regionais na execução dos projetos em Áreas de Relevante Interesse Mineral, buscando a eficiência técnica dos produtos finais. Ele explica ainda a importância da geologia econômica nas geociências.

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Klein avalia a mudança para Brasília como um importante passo para integrar cada vez mais as diversas áreas da DGM. “Facilita uma interlocução mais constante com DEREM e DGM, participando mais ativamente da formulação de projetos e da discussão das questões relacionadas com os projetos em desenvolvimento”.

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Evandro Klein adianta em primeira mão que a DGM está montando três laboratórios de inclusões fluidas para atender demandas internas dos projetos. Segundo ele, esses laboratórios serão fundamentais para impulsionar novos estudos. Ele comenta também sobre outros projetos da DIGECO em andamento, como estudos nas províncias Tapajós (Pará), Gurupi (Pará-Maranhão) e Troia (Ceará).

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À frente da DIGECO desde 2013, o gaúcho Evandro Klein é formado em geologia pela Unisinos (1984); Mestre pela UFRGS (1999) e Doutor pela UFPA e Université Jean Monnet (2004), com formação em evolução crustal e metalogenética de terrenos pré-cambrianos. Na CPRM desde fevereiro de 1994, com atuação predominante no Craton Amazônico (Províncias Tapajós e RENCA), Cráton São Luís e Cinturão Gurupi.  Autor e/ou co-autor dos projetos: Folha Vila Riozinho – Tapajós; Klein e Vasquez 2000; Folha Rio Novo – Tapajós; Vasquez e Klein 2000; Geologia e Recursos Minerais da Província Tapajós; Klein et al. 2001; Geologia e Recursos Minerais da Província Mineral da RENCA; Ricci et al. 2001; Geologia e Recursos Minerais do Estado do Pará; Vasquez e Rosa Costa 2008; Folha Candido Mendes; Klein et al. 2008; Folha Centro Novo do Maranhão; Klein e Lopes 2011; Geologia e Recursos Minerais do Estado do Maranhão; Klein e Sousa 2012; Folha Rio Araguari, Rosa-Costa et al. 2014; Folha Santa Luzia do Pará, Klein et al. 2014; Metalogenia do Sudeste do Tapajós (fase 1 concluída; Guimarães et al. 2014); Metalogenia do Cinturão Gurupi (em finalização; Klein et al. 2015 ). O geólogo foi supervisor e Gerente de Geologia e Recursos Minerais da SUREG-BE; e assessor da DGM.

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Confira a entrevista

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Informe CPRM – Quais serão as atribuições da Divisão de Geologia Econômica (DIGECO) com a reestruturação da DGM?

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Evandro Klein – A Geologia Econômica é a disciplina das geociências que realiza o estudo científico dos sistemas e depósitos minerais e a aplicação desse conhecimento para prover a sociedade dos recursos minerais necessários ao seu desenvolvimento e manutenção. Esses estudos investigam a distribuição dos sistemas e depósitos minerais no espaço e no tempo, os processos que levam à formação de depósitos e a sua relação com os ambientes geológicos – esse trio recebe o nome de metalogênese.

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A DIGECO vem supervisionando projetos coordenados pelo Departamento de Recursos Minerais (DEREM) e, com a reestruturação da DGM, é responsável, juntamente com várias outras divisões, pela supervisão e apoio técnico/temático — em campo e escritório – às unidades regionais na execução dos projetos do empreendimento ARIM – Áreas de Relevante Interesse Mineral, buscando a eficiência técnica dos produtos finais: mapas e relatórios que serão gerados.Eventualmente, a Divisão poderá propor e executar projetos temáticos de interesse da DGM

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Informe CPRM- Qual a importância da Divisão estar sediada agora em Brasília?

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Evandro Klein – A maior proximidade ao Departamento de Recursos Minerais e à própria DGM facilita uma interlocução mais constante com DEREM e DGM, participando mais ativamente da formulação de projetos e da discussão das questões relacionadas com os projetos em desenvolvimento.

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Informe CPRM- Quais estudos a DIGECO está desenvolvendo?

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Evandro Klein – Além do já citado apoio ao empreendimento ARIM, estudos metalogenéticos específicos estão sendo efetuados em áreas como as províncias Tapajós (Pará), Gurupi (Pará-Maranhão) e Troia (Ceará). Três laboratórios de inclusões fluidas (Brasília, Belém e São Paulo), vinculados à DIGECO, estão sendo montados para atender demandas internas dos projetos.

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Informe CPRM- Quais profissionais fazem parte da Divisão?

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Informe CPRM – O corpo técnico da DIGECO ainda é pequeno. Contamos com dois coordenadores, nas áreas de Sistemas Minerais (Leandro Campos, Goiânia) e Tectônica e Fluidos (Felipe Tavares, Rio de Janeiro). A agregação de outros colegas a essas coordenações e à Divisão está sendo discutida nesse momento, buscando a formação de grupo de especialistas nos vários temas que afetam os projetos da área de recursos minerais.

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Fonte: CPRM

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