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Grandes da mineração fazem menos aquisições

19 de maio de 2012

rnEmpresas priorizam projetos já existentes, segundo consultoria. Com incertezas sobre demanda, aumenta o conservadorismo; participação do Brasil diminui nas transações. rnA crise na Europa e seus efeitos

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Empresas priorizam projetos já existentes, segundo consultoria. Com incertezas sobre demanda, aumenta o conservadorismo; participação do Brasil diminui nas transações. 

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A crise na Europa e seus efeitos sobre a Ásia aumentaram o conservadorismo das grandes mineradoras nos planos de investimentos. A avaliação é do líder de mineração e sócio da consultoria PwC, Ronaldo Valiño.

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“As maiores mineradoras estão preferindo projetos e reservas que eles já têm a partir para grandes aquisições”, afirma Valiño, citando gigantes do setor, como a brasileira Vale, as australianas BHP e Rio Tinto e a Anglo American, que tem sede localizada em Luxemburgo. “É um conservadorismo no momento de crise”, diz.

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A avaliação, válida para o atual momento da economia, também predominou em 2011, segundo o relatório de fusões e aquisições do setor, divulgado pela consultoria com exclusividade à Folha.

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O estudo aponta redução de 6% nas transações acima de US$ 17 bilhões, as de maior valor, em relação a 2010.

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Aquisições normalmente visam ganho de escala rapidamente, o que se tornou desnecessário diante das incertezas sobre a demanda global por minérios, especialmente nos países desenvolvidos. 

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Apesar de classificar o primeiro trimestre como “bom”, o executivo não tem, neste momento, previsões otimistas para o movimento de fusões e aquisições em 2012. No início deste ano, a PwC esperava um recorde no volume de negócios no setor. “Se houver uma solução rápida para a crise na Europa, pode ser que as coisas voltem ao normal. Mas, neste momento, acho difícil um novo recorde”, afirma.

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O maior volume de transações foi registrado em 2006, com pouco mais de US$ 150 bilhões em negócios. No ano passado, foram US$ 149 bilhões, crescimento de 33% em relação ao ano anterior.

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A expansão foi puxada pelas transações de menor porte. Abaixo de US$ 100 milhões, os negócios somaram US$ 36 bilhões, o maior montante já registrado. 

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Também houve crescimento de 14% no valor das transações entre US$ 1 bilhão e US$ 5 bilhões, de acordo com a pesquisa anual da PwC. 

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Regiões e Metais

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O predomínio das transações de pequeno e médio porte diminuiu a relevância do Brasil nas operações.

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Esse tipo de negócio, em geral, é fechado por pequenas empresas, conhecidas como “junior mining companies”, figura praticamente inexistente no país.

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Entre os países do grupo Bric, o Brasil realizou menos fusões e aquisições no ano passado -20.

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Na China, foram 205 operações, a Rússia contabilizou 90 e a Índia, 26.

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“Muitos compradores preferiram projetos localizados em seus próprios mercados”, diz Valiño, o que pode ser interpretado como outra consequência da crise. “A aglomeração geográfica é um sinal de que as empresas não estão sendo agressivas o bastante.” A ausência das grandes mineradoras também reflete no perfil das operações.

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O minério de ferro, foco de expansão da maioria delas, deixou o destaque entre as fusões e aquisições registradas no ano passado.

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Com uma participação de 26% no valor total das operações, o carvão foi o líder, seguido pelo cobre (23%). O minério de ferro ficou com 15%, seguido pelo ouro (13%) e pelo nióbio (4%), metal que aumenta a resistência do aço.

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Fonte: Folha de S. Paulo

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