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Grupo de Eike Batista confirma investimento em termelétricas no Rio Grande do Sul

21 de março de 2013

Estão avançadas as negociações entre o Grupo EBX, do bilionário Eike Batista, e o governo gaúcho para erguer duas usinas de geração de energia a partir do carvão no Estado. Há duas

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Estão avançadas as negociações entre o Grupo EBX, do bilionário Eike Batista, e o governo gaúcho para erguer duas usinas de geração de energia a partir do carvão no Estado. Há duas semanas, um grupo de executivos da empresa aterrissou no Rio Grande do Sul para assinar um protocolo de intenções reafirmando o interesse em investir em Candiota.

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Nesta quarta-feira, a empresa confirmou que pretende incluir ambos os projetos no próximo leilão de energia, marcado para o segundo semestre. No encontro do início de março, foram acertados incentivos fiscais, cláusulas de compensações ambientais e a participação de empresas do Estado no rol de fornecedores da MPX, braço do grupo para geração de energia.

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Somados, os investimentos previstos chegam a R$ 6,5 bilhões e podem gerar 3 mil empregos durante a fase de construção.

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– Havia um protocolo anterior prevendo o investimento, mas estava por vencer. Com o novo termo, temos convicção de que os investimentos estão de pé – explica Rui Dick, gerente executivo da Secretaria da Infraestrutura no Rio Grande do Sul (Seinfra).

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Indefinição sobre MPX não afetaria projetos no Estado

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Os projetos estão engavetados há mais de três anos, quando o governo federal deixou de considerar o carvão na oferta de contratos de energia. Na terça-feira passada, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que o governo federal voltará a incluir a fonte nos próximos leilões.

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Ambos projetos da MPX em Candiota já têm licença de instalação, o que facilita a viabilidade. A UTE Sul prevê a geração de 727 megawatts (MW) e UTE Seival deve ter capacidade de 600 MW.

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A possibilidade do desembarque dos bilhões de Eike no Estado ocorre em um momento de indefinição na gestão da MPX: o Grupo EBX admite estar negociando a venda da empresa ao grupo alemão E.ON, que já tem 10% de participação no negócio. Especialistas acreditam que uma possível mudança de mãos não congelará os projetos no Rio Grande do Sul.

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– Quem assumir a MPX virá com a intenção de tocar os projetos. Já há um planejamento, não faria sentido começar do zero – afirma o analista de mercado Valter Bianchi Filho, diretor da Fundamenta Investimentos.

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Enquanto aguarda a chegada da MPX, o governo gaúcho se aproxima de outros potenciais investidores. Na próxima semana, representantes da Seinfra farão uma visita à sede da Tractebel, em Florianópolis (SC), para negociar a inclusão do projeto UTE Pampa, também em Candiota, nos próximos leilões.

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Os projetos em Candiota

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UTE Sul
Capacidade: 727 MW
Investimento: R$ 3,5 bilhões
Situação: projeto anunciado em 2007, teve licença ambiental em 2010

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UTE Seival
Capacidade: 600 MW
Investimento: R$ 3 bilhões
Situação: o projeto já tem licença de instalação

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Fonte: Zero Hora

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