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Mineradoras investem em inovação para driblar custos

10 de janeiro de 2013

rnJazidas mais profundas e distantes e a questão ambiental são os principais desafiosrnJazidas minerais cada vez mais profundas e em locais de difícil acesso, somadas à busca por mão de obra especializada são

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Jazidas mais profundas e distantes e a questão ambiental são os principais desafios

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Jazidas minerais cada vez mais profundas e em locais de difícil acesso, somadas à busca por mão de obra especializada são apenas alguns dos desafios enfrentados pelas mineradoras nos últimos anos.

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Para manter a rentabilidade dos projetos em meio à instabilidades cambiais e desafios operacionais, investir em inovação e consequentemente em tecnologia é essencial. “Só se avança na exploração mineral, especialmente em áreas remotas, quando se equilibra inovação com redução de custos”, explica Luiz Mello, diretor-presidente do instituto tecnológico da Vale.

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A companhia, que está entre as maiores mineradoras do mundo e processou 322,6 milhões de toneladas deminério de ferro em 2011, neste ano investiu R$ 1,7 bilhão em pesquisa e desenvolvimento de processos e tecnologias voltadas para o trabalho de exploração mineral. Um dos exemplos citados por Mello está no projeto S11D, considerado o maior da história da Vale em minério de ferro, com capacidade de produzir 90 milhões de toneladas por ano.

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O S11D funciona como uma extensão de Carajás, no Pará. Ali, a companhia decidiu experimentar um novo sistema de transporte do minério e substituiu os pesados caminhões por esteiras rolantes. “O custo de instalação é maior, já o operacional é mais baixo, tem sido uma ótima experiência”, diz Mello.

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Para o professor Peter Grossman, especialista em tecnologia para mineração e docente da Universidade de Melbourne, na Austrália, nas últimas décadas,a maior disponibilidade de softwares e outras ferramentas para planejamento de operações nas minas, “tem mudado a maneira com que as empresas fazem a exploração mineral”.

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Na Anglo American, mineradora de origem britânica, desde 2010 funciona um projeto piloto na região de Conceição do Mato Dentro, que é parte do Complexo Minas-Rio, o maior empreendimento da companhia no mundo, com capacidade, na primeira etapa, para captar 26,5 milhões de toneladas de minério de ferro. Ali, a empresa construiu um galpão de testemunhos de sondagem, onde são avaliadas, armazenadas e pesquisadas as amostras de rochas captadas. “Com isso evitamos o manuseio e transporte dos testemunhos, o que reduz custos e causa menos impactos”, explica Sérgio Botelho, Gerente Geral de Geologia, Planejamento e Processos da Unidade de Minério de Ferro Brasil da Anglo American.

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Segundo o executivo, a prática permite conhecer melhor o depósito mineral e os processos que vão ocorrer em escala industrial quando o projeto entrar em operação. “Também podemos obter informações sobre o desempenho dos equipamentos, consumo e seleção de reagentes e de energia”, diz.

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A questão ambiental é outro ponto onde as empresas buscam inovar. Na Anglo American, segundo Botelho, há preocupação especial em priorizar a exploração em áreas onde já há intervenção humana. “Além disso, com pesquisa, reduzimos a necessidade de abertura de acessos e áreas de sondagem”.

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Na Vale, o menor uso de caminhões e o uso dos navios Valemax, que emitem 35% menos CO2 por tonelada transportada, reduzem o impacto ambiental. A companhia também desenvolveu um sistema que reduz o consumo de água no peneiramento do minério.

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Na opinião da professora Doreen Thomas, especialista em mineração da Universidade de Melbourne, investir em inovação é essencial não só para reduzir o impacto ambiental, mas para melhor a competitividade. Ela cita os benefícios que tem verificado junto às empresas com o uso de softwares, desenvolvidos para desenhar planos de minas sob condições diferentes. “São ferramentas que agregam valor ao trabalho e melhoram a eficácia”, diz.

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Fonte: Brasil Econômico

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