NOTÍCIAS

Presidente do Ibram diz que entidade quer discutir novo marco da mineração

29 de abril de 2012

rnAntes mesmo de tomar posse na presidência do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), o engenheiro de minas José Fernando Coura procurou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, para demonstrar o en

rn

Antes mesmo de tomar posse na presidência do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), o engenheiro de minas José Fernando Coura procurou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, para demonstrar o entendimento do setor de que o país não pode mais esperar por um novo marco regulatório da atividade. “O pior dos mundos é a incerteza dos investidores sobre o que virá.   

rn

 Estamos abertos para dialogar e discutir a nova legislação no Congresso Nacional, que é o local adequado e legítimo para essas definições”, disse o mineiro, que foi escolhido para presidir a instituição entre os quadros de uma entidade de classe estadual, o Sindicato da Indústria Extrativa do Ferro e Metais de Minas Gerais (Sindiextra), pela primeira vez em 35 anos de atuação do IBRAM. Para abrir o caminho dos investidores, Fernando Coura disse que a marca da sua gestão à frente do instituto será o diálogo com as autoridades, os ambientalistas, trabalhadores e as comunidades dos municípios e estados mineradores. 

rn

   As empresas enfrentam o desafio de convencer os ambientalistas e boa parte da população atingida por grandes projetos, como a abertura de minas pela Vale, a Anglo American e a Companhia Siderúrgica Nacional. Como o sr. pretende lidar com essas questões? 

rn

 O diálogo é a marca que o IBRAM vai seguir. Vamos trabalhar para que o instituto seja o catalisador das demandas das empresas e dos sindicatos patronais estaduais, trabalhando fortemente com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). É uma aliança que fizemos em Minas Gerais e deu certo. O resultado dessa parceria foi  o reconhecimento da mineração como uma indústria altamente geradora de serviços de transporte, engenharia, construção, de metal-mecânica e energia, ou seja, o elo de uma cadeia de transformação de produtos. Mostramos que a mineração não é só uma atividade extrativista; ela tem tecnologia embarcada, já produz duas ou três safras de um minério importante como o ferro e gera produtos recicláveis, com sustentabilidade ambiental. Temos caminhões de 240 toneladas nas minas, avaliados em US$ 10 milhões e comandados por mulheres, uma demonstração da evolução das empresas. 

rn

  Como ficam os investimentos do setor, conforme a revisão que o IBRAM acaba de fazer?  

rn

 Aumentou a previsão de recursos que serão aplicados pela indústria mineral, que busca se aproveitar do crescimento de países como a China, que continuam a demandar minérios e metais em grandes volumes. De 2012 a 2016, serão investidos US$ 75 bilhões no Brasil, frente a uma cifra anterior de US$ 68,5 bilhões. E o detalhe é que são investimentos com todos os serviços de engenharia e construção civil adquiridos no Brasil, e boa parte de equipamentos nacionais. Minas Gerais deverá receberá cerca de 40% desses valores.

rn

  Há mais de dois anos o Sr. entregou ao governo federal as propostas das empresas para uma nova regulamentação da atividade e o marco não saiu do papel. Qual será a estratégia na presidência do IBRAM?

rn

rn

Já estive com o ministro Edison Lobão (de Minas e Energia) e disse a ele que estamos abertos ao diálogo. O pior dos mundos é a incerteza dos investidores sobre o que virá. Estamos dispostos a dialogar e discutir a nova legislação no Congresso Nacional, que é o local adequado e legítimo para essas definições. Agora, começo a visitar parlamentares e representantes da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados. Não seremos espectadores, mas sim protagonistas nessas mudanças. O Brasil de 1967 (data do Código de Mineração) é muito diferente do de hoje. Defendemos uma agência nacional reguladora e um Conselho Nacional de Política Mineral composto por empresários, trabalhadores e representantes do governo.

rn

rn

 

Fonte: Estado de Minas

Compartilhe:

LEIA TAMBÉM



Centro de Operações Integradas completa um ano de funcionamento

24 de setembro de 2018

A integração da cadeia de valor de Ferrosos, por meio do Centro de Operações Integradas (COI), é uma realidade na…

LEIA MAIS

Serra Verde é a primeira mineradora brasileira a obter o selo Safeguard Covid-19

27 de outubro de 2020

A Serra Verde Pesquisa e Mineração (SVPM), empresa que desenvolve um projeto de concentrado de terras raras em Minaçu, Goiás,…

LEIA MAIS

Apesar de queda da cotação do ferro, receita do Brasil deve ser estável

27 de novembro de 2018

Cotação internacional do minério de ferro recuou de mais de 8% A cotação da tonelada de minério de ferro caiu…

LEIA MAIS