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Projetos sociais transformam a vida de comunidades em Barcarena

25 de maio de 2017

Nesse cenário, Barcarena, no nordeste do Pará, destaca-se com importantes iniciativas na área de capacitação profissional e educação

Hoje (25), oficialmente, é comemorado o Dia da Indústria. Segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o segmento representa 22% do PIB do Brasil, respondendo por 55% das exportações, 66% da pesquisa e desenvolvimento do setor privado e 30% dos tributos federais. Para cada R$ 1,00 produzido na indústria são gerados R$ 2,32 na economia como um todo. Além de gerar emprego e renda, o setor industrial também tem investido, significativamente, em projetos sociais que tem feito a diferença na vida de milhares de pessoas.
 
Nesse cenário, Barcarena, no nordeste do Pará, destaca-se com importantes iniciativas na área de capacitação profissional e educação. Um dos exemplos vem da Alubar. A empresa que é líder na América Latina na fabricação de cabos elétricos de cobre e alumínio para transmissão e distribuição de energia realiza o projeto Japiim, que há 10 anos beneficia mulheres no ofício de costura. Elas produzem parte dos uniformes dos colaboradores da empresa, que os compra e garante renda extra para o sustento das famílias.
 
Em 2016, a produção do Japiim surpreendeu: foram produzidas mais de 6 mil peças, superando a meta de um salário mínimo/mês para cada mãe. “Hoje, as meninas já abraçaram o ofício e estão muito mais confiantes. É bom demais ver o quanto elas aprenderam ao longo desses anos. Algumas entraram e não sabiam sequer pregar um botão, hoje temos até Microempreendedoras Individuais (MEI)”, comemora Márcia Campos, coordenadora de Projetos Sociais da Alubar.
 
É o caso da costureira Vanilda Barreta, 39 anos. Há quatro anos ela faz parte do Japiim, que a ajudou a ser tornar dona do próprio negócio. “Hoje tenho uma renda garantida para minha família. Para mim, repassar todo o conhecimento que tive a outras pessoas é muito gratificante e também é uma realização como ser humano e mulher”, afirma.
 
Na linha educacional, a Alubar desenvolve o Catavento em parceria com a Secretaria Municipal de Educação Desenvolvimento Social de Barcarena. A iniciativa realiza a formação de professores, com oficinas de capacitação, e estimula o hábito da leitura e produção textual com a doação de livros e jogos interativos, beneficiando 1300 crianças de 28 escolas ribeirinhas e uma da zona rural do município.
 
A professora Sandra Helena Furtado, da escola São José do Arrozal, na Ilha da Trambioca, disse que o trabalho feito por meio do projeto fortalece a prática da leitura e da escrita em sala de aula. “É um processo de aprendizado da criança de acordo com a realidade dela, principalmente das que moram nas comunidades ribeirinhas. Para nós é de suma importância porque os nossos alunos avançam na leitura”.
 
Como forma de valorizar a vivência e a cultura da comunidade, o projeto também lançou dois livros da série “Contando as Histórias que nos Contaram”. O primeiro intitulado “Lendas, mitos e contos de assombração” e o segundo sob o título “Fábulas”. As histórias foram reescritas pelos alunos e professores.“Amo ler e escrever, por isso fiquei muito feliz em escrever uma história, que no final traz a mensagem ‘quem não semeia, não colhe’”, conta a jovem Thayná Costa de Souza, de apenas 9 anos, que deu os primeiros passos como escritora  ao participar da segunda publicação com a fábula “A Aranha e o Macaco”.
 
Educação, saúde e capacitação
 
Ainda em Barcarena, a Imerys, que opera a maior planta de beneficiamento de caulim do mundo, localizada no município, e duas minas em Ipixuna do Pará, beneficia várias famílias com a Casa Imerys. A iniciativa, considerada o maior projeto social da mineradora no Estado, completou cinco anos em 2017, tornando-se a concretização do investimento da empresa no setor social ao beneficiar mais de 10 mil pessoas.
 
O projeto é o ponto de referência para as comunidades, que recebem atividades, como reforço escolar, informática, aulas de hidroginástica para a terceira idade, Programa Sorriso Saudável – que realiza atendimento odontológico e ensina bons hábitos de higiene oral -, cursos de capacitação na área de artesanato, balé, karatê e futebol. Em 2016, a Casa Imerys foi reconhecida com o Prêmio Socioambiental Chico Mendes, na categoria Ação e Cases de Natureza Socioambiental, e com o Selo Verde  Chico Mendes.
 
A dona de casa Josiane Andrade, moradora da Vila do Conde, comemora os resultados na vida dos filhos, que participam da atividade de reforço escolar. Cláudio, 9 anos, tinha dificuldade de aprendizagem e apresentava há dois anos um histórico de repetência e Luane, 8 anos, não sabia ler e foi alfabetizada pelo projeto. “Fico muito feliz em ver meus filhos avançando. Não tenho dúvida de que a Casa Imerys é um projeto sério que tem ajudado várias famílias carentes das comunidades de Barcarena”, declara.
 
A pedagoga Luiza Somenzari, que trabalha como professora na Casa Imerys, acompanhou a evolução de Cláudio e Luane e diz que é fundamental fazer um diagnóstico da dificuldade para se trabalhar em cima dela. “A proposta do reforço escolar é trabalhar as disciplinas de Português e Matemática, mas ao observar a dificuldade de leitura, criamos a linha de alfabetização dentro do reforço e isso foi muito positivo. Fruto desse trabalho é o desenvolvimento do Cláudio e da Luane. Isso é mais do que uma conquista educacional, é uma superação e elevação da autoestima dos alunos que se veem como capazes. Sinto uma emoção muito grande ao falar disso porque faço parte da história”, diz a educadora.
 
Há três unidades do projeto no Pará, sendo duas em Barcarena e uma no município de Ipixuna do Pará."Buscamos a sustentabilidade das comunidades próximas às operações da empresa oferecendo oportunidades gratuitas de educação, saúde, qualidade de vida e cursos que incentivam a geração de renda local. A Casa Imerys confirma o comprometimento da empresa com as comunidades e é um investimento social voltado ao crescimento de todos”, ressalta Juliana Carvalho, coordenadora de Comunicação & Relações com a Comunidade da mineradora. 
 
Assessoria
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