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Harvest consegue em 6 meses Guia de Utilização para projeto de fosfato em MG

23 de março de 2016

Empresa afirmou que a mineradora pode gerar receita de US$ 7,5 milhões a US$ 10 milhões somente com a produção de fertilizante fosfatado de aplicação direta

O grupo de gestão de investimentos Mirabaud disse que a Harvest Minerals pode obter a Guia de Utilização (GU) para o projeto de fosfato Arapuá, em Minas Gerais, no prazo de seis meses. Em nota ao portal de análise financeira Proactive Investor, a empresa afirmou que a mineradora pode gerar receita de US$ 7,5 milhões a US$ 10 milhões somente com a produção de fertilizante fosfatado de aplicação direta.
 
Segundo a Mirabaud, a Harvest pode produzir até 100 mil toneladas por ano com a GU, uma vez que as atividades da empresa envolveriam britagem para produzir um pó, sem necessidade de solicitar direitos para recursos hídricos.
 
“Tendo em vista a depreciação do real e a fabricação local, o investimento de capital seria bem mais barato do que o esperado em termos de dólar americano. Uma nova planta [com capacidade] para 50 toneladas por hora, incluindo britador, niveladora, no Brasil, custaria atualmente em torno de US$ 750 mil”, afirmou a empresa de investimentos.
 
Considerando 75% de utilização e uma operação de oito horas por dia, isso permitiria a produção de 108 mil toneladas por ano. “Com mais turnos, isso obviamente aumentaria o rendimento e, se a Harvest garantir vendas de 100 mil toneladas por ano, a receita pode ser de US$ 7,5 milhões a US$ 10 milhões, isso ainda por meio de Guia de Utilização”, disse a Mirabaud.
 
Em novembro do ano passado, a Harvest levantou US$ 3,6 milhões para o projeto Arapuá por meio de uma emissão de ações. Em janeiro de 2016, foram captados mais cerca de US$ 830 mil em outra operação envolvendo papéis da empresa.
 
“Desde que recebemos os fundos do nosso recente financiamento em janeiro, a equipe tem ficado muito ocupada com o mapeamento do solo para medir a extensão do produto Danf [Fertilizante Natural de Aplicação Direta]. Esses resultados excelentes indicam que, uma vez que tenhamos definido um produto comercial, nós teremos recursos suficientes para sustentar uma longa vida útil”, disse Brian McMaster, presidente do conselho de administração da Harvest, referindo-se ao empreendimento Arapuá.
 
O executivo já esteve envolvido com outras empresas que tiveram sucesso em financiamento e em colocar projetos em operação, como a Hunnu Coal, Highfield Resources e Avanco Resources. A última, também australiana, começou neste mês o ramp-up da mina de cobre Antas North, em Parauapebas (PA).
 
No Brasil, um outra empresa júnior Danf, a DuSolo Fertilizers, que opera a mina Bonfim, em Tocantins. A mineradora canadense, que fechou cerca de R$ 14 milhões em vendas no ano passado, também adquiriu um projeto de fosfato em Minas Gerais, chamado São Roque, que pertencia à Mineração Batalha.
 
O grupo de gestão de investimentos Mirabaud disse que espera que o “foco da companhia [Harvest] e o recente levantamento de capital sejam em acelerar o processo de colocar Arapuá em produção para fornecer fluxo de caixa para financiar os projetos maiores e de longo prazo”.
 
O projeto Arapuá tem uma área total de 12.997 hectares, que fazem parte de direitos minerários em fase de autorização de pesquisa. Resultados antigos de fluorescência de raios-X (XRF, na sigla em inglês), no prospecto Maximus, apontam rochas ultrapotássicas, como kamafugitos, com interseções que vão de dois metros com teor de 5,95% de cloreto de potássio (K2O) a 20 metros com 7,96% de K2O e 3,89% de pentóxido de fósforo (P2O5).
 
No prospecto Pindaíba, a mineradora identificou uma área de de rocha fosfática, principalmente apatita, com teores de 14,8% de pentóxido de fosfato (P2O5), sendo que no projeto como um todo os teores variam de 5% a 24% de P2O5. A Harvest tem ainda os projetos de potássio Sergi e Capela, em Sergipe, e o projeto também de fosfato Mandacaru, no Ceará. 
 
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