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Falta de mão de obra impacta cadeia de produção mundial

17 de janeiro de 2013

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A falta de mão de obra qualificada, um dos maiores problemas enfrentados hoje pela indústria no Brasil, pode acabar atrapalhando os investimentos futuros no setor de mineração, principalmente aqueles provenientes do exterior. O despreparo de pessoal tem elevado os custos da atividade mineral no País e tem preocupado investidores por todo o mundo, conforme especialistas consultados pelo DCI.

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“Apesar de o Brasil ser considerado um baixo risco para aportes no setor de mineração, a falta de mão de obra qualificada tem elevado, por exemplo, o número de sinistros das mineradoras”, afirma o diretor da regional São Paulo da MDS Seguros, Victor Garibaldi. A corretora atua globalmente na área de gestão de riscos e resseguros para o mercado de mineração e, de acordo com o executivo, os equipamentos e a tecnologia utilizados atualmente pelo setor são tão sofisticadas e modernas que a imperícia na operação desses dispositivos pode causar altos prejuízos às companhias. “O fato também prejudica o resultado das seguradoras”, explica.

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Dessa forma, de acordo com o analista, as mineradoras terão cada vez mais dificuldade de fechar contratos com as seguradoras. “O mercado de seguros tende a ser mais restritivo nesse setor, caso as companhias não invistam em qualificação de mão de obra”, destaca Garibaldi.

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Diferentemente de outros países, como Austrália e Canadá (que também são grandes produtores de minério), o Brasil tem baixo índice de sinistros por catástrofe natural, afirma Garibaldi. Porém, o problema atinge diretamente a todas as nações produtoras de minério.

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“Os sinistros são pagos globalmente, porque o mercado de seguros de mineração é integrado”, diz o analista. Segundo a MDS, somente em 2011, os sinistros pagos no setor de mineração somaram US$ 2,5 bilhões no mundo todo, um número considerado bastante alto.

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Garibaldi ressalta que a infraestrutura do País ainda é deficiente, o que dificulta a recuperação das empresas em casos de eventos naturais. No início de 2012, por exemplo, a Vale reportou prejuízo devido ao longo período de chuvas registrado em Minas Gerais . “O Brasil tem problemas sérios de logística e infraestrutura como um todo. Não existem planos de contingência para catástrofes, o que impacta os investimentos”, afirma o analista.

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Problema estrutural

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Para o geólogo e professor do Centro Universitário Monte Serrat (Unimonte), de Santos (SP), Juarez Fontana, a questão da mão de obra qualificada na indústria da mineração é estrutural. “Temos uma deficiência muito grande nesse quesito, em vários níveis. O problema retrocede até a formação universitária”, diz o especialista. Fontana explica que nos últimos anos, a educação superior voltada para o setor de mineração tem sido deixada de lado.

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No período de 2012 a 2016, o montante de investimentos em mineração, no Brasil, deve atingir US$ 75 bilhões, segundo o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). E, de acordo com estudo divulgado pela Secretaria Nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, do Ministério de Minas e Energia, o total de mão de obra empregada no setor, em 2011 (dado mais recente), alcançou 165 mil trabalhadores. No entanto, segundo o órgão, o efeito multiplicador de empregos é de 1 para 13 no setor mineral, o que totaliza 2,1 milhões de trabalhadores diretos, sem levar em conta vagas geradas nas fases de pesquisa, prospecção e planejamento, além do garimpos.

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Por isso, os poucos profissionais com formação e experiência na área de mineração são muito valorizados, mas o nível em geral continua baixo, segundo Fontana. “Para atuar em funções importantes, que vão desde a descoberta de novas jazidas até a manufatura, é necessário um nível elevado de especialização, cada vez mais escasso no Brasil”, diz. “Chegamos ao ponto de termos, grandes empresas como a Petrobras e a Vale oferecendo cursos de especialização para suprir a enorme lacuna que existe nestes segmentos”, completa. 

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Fonte: DCI

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